Somando conquistas num mundo em transformao

Descubra como os Leões se adaptaram às mudanças em constante transformação durante nosso século de serviço.

O orgulho de ser Leão se expande

Em julho de 1987, na Convenção de Lions Clubs International, os delegados votaram aprovando a afiliação de mulheres de todo o mundo à associação.

Embora alguns dos Lions clubes tivessem mulheres associadas, em 1918 o Estatuto de Lions foi alterado limitando a afiliação a homens. Passariam-se quase 70 anos para que as mulheres fossem mais uma vez recebidas em Lions Clubs International como associadas. Neste meio tempo, muitas mulheres se voluntariaram ao lado de seus maridos, amigos e familiares que fossem Leões. Algumas mulheres formaram Lioness clubes, o primeiro dos quais foi fundado em 1920 em Quincy, Illinois, nos EUA, para apoiar as atividades dos Lions clubes.

Lions começou a tomar medidas para abrir o quadro associativo a participação das mulheres na década de 1980, ao mesmo tempo em que várias ações judiciais nos Estados Unidos questionavam o direito dos clubes privados à afiliação exclusiva de homens. Uma moção para incluir as mulheres foi rejeitada por pouco na Convenção de Lions Clubs International de 1986.

Quando a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu em maio de 1987, que uma lei da Califórnia que proibia a discriminação de sexo por qualquer "estabelecimento comercial" se aplicava ao Rotary Club, LCI abriu o quadro associativo à participação de mulheres nos Estados Unidos. Pouco depois, mulheres de todo o mundo foram bem-vindas à associação na convenção internacional.

Apenas dois meses após a votação, 3.500 mulheres haviam se associado à organização, trazendo novas perspectivas e mãos adicionais para servir. Em cinco anos, Lions tinha 55.000 associadas.

Nos últimos 30 anos, a proporção de mulheres nos Lions Clubes cresceu significativamente. Em 2004, os Leões começaram uma força-tarefa para descobrir e planejar projetos comunitários que fossem de interesse das mulheres, identificar novos associados e promover e fundar novos clubes. Em 2015, as mulheres representavam 27 por cento dos associados Leões de todo o mundo, e 38 por cento dos novos associados eram mulheres. Em outras partes do mundo, estes percentuais são ainda mais elevados. As mulheres constituem 43,5 por cento dos Leões da área jurisdicional que abrange a América do Sul, América Central, Caribe e México.

O modelo de serviço forte dos Leões atrai para as mulheres que querem investir tempo e energia para ajudar as comunidades. Com o empenho e entusiasmo das mulheres, Lions Clubs International é uma organização global mais próspera, pronta para mais um século de serviços.

Fundação de Lions Clubs International

Depois de meio século de expansão global, Lions estabeleceu a Fundação de Lions Clubs International em 1968 como uma maneira de ampliar o poder de "dar" dos Leões.

Desde 1917, os Lions Clubes e distritos individuais alcançavam um sucesso notável prestando serviços às pessoas necessitadas. Mas, na medida em que Lions se expandia em todo o mundo, foi necessária uma nova forma de financiar o serviço Leonístico.

A solução: LCIF, que serve como o braço filantrópico de Lions Clubs International. A fundação apóia o trabalho solidário dos Leões de todo o mundo, fornecendo subsídios para projetos locais e globais que ajudam as pessoas a ver e ouvir melhor, combater o sarampo, proporcionar socorro no caso de catástrofes, apoiar os jovens e melhorar as comunidades.

Conforme a frase, "Leões ajudando os Leões a servirem o mundo," a fundação propicia que Leões respondam coletivamente mediante a canalização de fundos para projetos humanitários em todo o mundo. A estrutura ajuda os Leões a ajudarem os outros em uma escala ainda maior do que os clubes podem fazer por conta própria, de acordo com o Ex-Presidente Internacional Joe Preston, que serviu de 2014 a 2015.

É uma "extensão lógica do modelo de Lions", disse Preston. Assim como as pessoas se associam a um Lions Clube, "porque o nosso serviço é mais valioso quando nos unimos com outros que pensam como nós, apoiamos LCIF porque os nossos fundos vão muito mais longe quando colocados juntos", disse ele.

Porque é centralizada e grande o suficiente para colaborar com outros grupos sem fins lucrativos, bem como parceiros corporativos, a fundação pode se agir rapidamente e de forma eficaz. Grandes corporações já mencionaram a sua eficiência quando classificaram LCIF como a "melhor organização não governamental para se trabalhar" em uma pesquisa do Financial Times de 2007.

Entre os sucessos mais importantes da fundação está o programa SightFirst, que financia os esforços para combater as principais causas da cegueira evitável e reversível, além de fornecer serviços a pessoas cegas ou com deficiências visuais. Como parte deste programa global, LCIF apoia exames oftalmológicos e cirurgias de restauração da visão, bem como a distribuição de medicamentos para ajudar a prevenir doenças oculares que afligem as nações em desenvolvimento. Desde 1999, através de uma parceria de alto nível com a organização sem fins lucrativos do Ex-Presidente americano Jimmy Carter, The Carter Center, LCIF concedeu mais de 271 milhões de tratamentos para acabar com a infecção parasitária conhecida como oncocercose, salvando a visão de milhões de pessoas.

Os seus esforços humanitários também incluem financiamento de longo prazo para o combate ao sarampo, uma doença que leva milhões de vidas por ano em países em desenvolvimento. LCIF arrecadou US$ 10 milhões para vacinas em 2012 por meio da iniciativa contra o sarampo: Uma vacina salva uma vida, e no ano seguinte se comprometeu em angariar o adicional de US$ 30 milhões para programas de imunização até 2017.

A capacidade da fundação para fornecer ajuda financeira aumentou dramaticamente ao longo dos anos, como demonstra o extremamente admirado programa de socorro a vítimas de catástrofe da LCIF. O seu primeiro subsídio saiu em 1973, quando concedeu modestos US$ 5.000 para ajudar as vítimas de inundações em Dakota do Sul. Em 2010, quando um terremoto devastou parte do Haiti, LCIF mobilizou US$ 6 milhões para esforços de socorro imediato e de longo prazo. E quando um terremoto e tsunami atingiram o Japão em 2011, a fundação forneceu US$ 21 milhões em ajuda.

LCIF também tem programas destinados a ajudar os jovens através da construção de escolas e creches e ajuda jovens a aprendem habilidades fundamentais para a vida através do programa Lions Quest.

Embora seja mais conhecida por financiar esforços humanitários de grande porte, LCIF coloca a maioria dos seus dólares em uso a cada ano sob forma de subsídios que ajudam os Lions Clubes locais a melhorarem as suas comunidades.

Em Minnesota, EUA, por exemplo, a fundação ajudou os Leões locais a reformarem o dormitório de um acampamento para pessoas com deficiências físicas e mentais. E no país Africano Burquina Faso, Leões do Distrito 403A1 usaram um subsídio de LCIF para construir uma nova escola para as crianças da remota cidade de Kyon.

O Ex-Presidente Internacional Wing-Kun Tam, que serviu de 2010 a 2011, disse à Revista LION que com a sua eficiência e foco amplo, "LCIF é um veículo incrível para os Leões servirem tanto além das fronteiras como nas suas próprias comunidades".

Campanha SightFirst

"Há sempre uma sensação de aventura em uma nova iniciativa, e maneira pela qual os Leões servem os cegos é algo novo no mundo". Em 1927, apenas dois anos depois de desafiar Lions Clubs International para que os Leões se tornassem os Paladinos dos Cegos, Helen Keller disse estas palavras, uma validação de que a sua convocação à ação tinha sido atendida. Mais de 60 anos depois, no entanto, ainda havia muito trabalho a ser feito. Era hora de Lions embarcar em um novo empreendimento.

No final dos anos 1980, a cegueira afligia 38 milhões de pessoas em todo o mundo. Se nada fosse feito, os especialistas previam que o número mais do que dobraria para 80 milhões na próxima geração.

Apesar desta situação desalentadora, havia um distinto raio de esperança. Os especialistas estimavam que talvez 80 por cento de todos os casos de cegueira fossem evitáveis, tratáveis ou mesmo curáveis. E cerca de 90 por cento das pessoas com deficiência visual viviam em nações em desenvolvimento, onde desafios significativos, porém superáveis, impediam o progresso. A situação era crítica, mas não impossível de ser resolvida.

Depois de mais de um ano de trabalho inicial, o conselho de curadores da Fundação de Lions Clubs International lançou oficialmente a Campanha SightFirst na reunião de junho de 1991, em Brisbane, Austrália. Esta se tornaria imediatamente a campanha de captação de recursos mais ambiciosa e de maior alcance da história da organização.

O objetivo da Campanha SightFirst era angariar US$ 130 milhões até junho de 1994 e visava vencer a cegueira em todas as suas diversas formas, através de projetos de subsídios conduzidos por Lions Clubes locais. Pensando nisto, os Leões dedicaram-se a criar programas que poderiam oferecer benefícios diretos e práticos às pessoas do mundo em desenvolvimento afligidas por doenças facilmente evitáveis ou tratáveis.

A causa mais comum de cegueira no início da década de 1990 foi, sem dúvida, a catarata, um embaçamento da lente do olho tipicamente relacionado ao envelhecimento, mas ocasionalmente causado por um defeito congênito. A cirurgia de catarata há muito tempo já era comum, segura e muito eficaz nos Estados Unidos, mas os países em desenvolvimento tinham ainda que enfrentar grandes obstáculos. A falta de instrução sobre as causas, sintomas e tratamentos para a catarata era um obstáculo. E os temores infundados do diagnóstico e tratamento era outro.

Supondo que uma ampla campanha informativa poderia ajudar a aumentar a conscientização, ainda havia muitos desafios inerentes a superar: a falta de atendimento médico acessível em áreas remotas, falta de infraestrutura de transporte ou comunicação para viabilizar tratamentos e falta de profissionais treinados, estabelecimentos e tecnologias para o tratamento oftalmológico.

Assim, a Campanha SightFirst tratou de mobilizar fundos e voluntários para remover tantos obstáculos quanto possível. Um exemplo: os programas criados para proporcionar transporte aos centros de tratamento. Inúmeros voluntários locais deram assistência a autoridades médicas e ofereceram transporte de ida e volta aos hospitais oftalmológicos para os pacientes, levando o Ex-Presidente Internacional J. Frank Moore III, que serviu de 2001 a 2002, a ressaltar com orgulho que os Leões não só doam dinheiro a uma causa, eles dão de forma generosa e ativa o seu próprio tempo. "Esse é um dos componentes-chave que os outros vêem em ... poder fazer parceira com a gente, saber que nós temos este componente de mão-de-obra", disse o Ex-Presidente.

Na verdade, o SightFirst reuniu parceiros poderosos na sua busca por erradicar a cegueira. A Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira, a Organização Mundial de Saúde, o Carter Center e muitas outras agências governamentais e organizações não governamentais ajudaram Lions com os esforços para combater não só a catarata, mas também a retinopatia diabética, tracoma e oncocercose (cegueira dos rios).

Após três anos de esforços incansáveis pelo mundo inteiro, em 14 de abril de 1994, Lions ultrapassou a sua meta, angariando um total de US$ 130.335.734, e até 1º de julho de 1994, o número ultrapassou US$ 140 milhões. Na década seguinte, estes fundos ajudaram a lançar e apoiar diversos programas e projetos em todo o mundo em desenvolvimento.

Em dezembro de 2005, US$ 182 milhões haviam sido angariados para 758 projetos em 89 países. Estes projetos incluíram a construção ou ampliação de 207 hospitais oftalmológicos, o fornecimento de 65 milhões de tratamentos para a oncocercose, o treinamento de 83.500 profissionais da área oftalmológica e o lançamento da primeira iniciativa do mundo de combate à cegueira infantil. As cirurgias de catarata financiadas por Lions também recuperaram a visão de cerca de 4,6 milhões de pessoas.

As realizações dos projetos financiados pelo SightFirst I foram tão inspiradoras e eficazes que uma segunda campanha de angariação de fundos, chamada Campanha SightFirst II, foi lançada oficialmente na Convenção Internacional de 2005 em Hong Kong.

Mais uma vez, os Paladinos dos Cegos tinham atendido a um chamado à ação. Mas havia ainda milhões para serem ajudados, nos países desenvolvidos, bem como do mundo em desenvolvimento, e o SightFirst em breve evoluiria mais uma vez para atender a esta necessidade em todo o mundo.

Campanha SightFirst II

No início da década de 1990, os Leões angariaram mais de US$ 140 milhões para ajudar a acabar com a cegueira evitável por meio do programa SightFirst.

Como resultado da enorme campanha de angariação de fundos, os Leões ajudaram a salvar a visão de milhões de pessoas ao longo da década seguinte através de subsídios e projetos relacionados, especialmente cirurgias de catarata e outros serviços oftalmológicos. Contudo, em 2002, havia ainda muito trabalho a fazer, e a Fundação de Lions Clubs International sabia que os fundos não durariam para sempre.

Como Lions poderia aproveitar o sucesso deste programa de tão longo alcance que mudou tantas vidas? Faria isto angariando ainda mais fundos por meio de uma segunda campanha. A meta: pelo menos US$ 150 milhões e uma meta expandida de US$ 200 milhões.

"As pessoas pensavam que fossemos loucos", disse o Ex-Presidente Internacional J. Frank Moore III.

Na Convenção de Lions Clubs International de 2005 em Hong Kong, o Dr. Tae-Sup Lee, presidente da campanha lançou a Campanha SightFirst II com um toque de gongo. Na Ásia, a tradição diz que cada batida no gongo reduz o sofrimento de uma alma. Os Leões esperavam salvar milhões de pessoas da cegueira evitável.

A Campanha SightFirst II tinha novos objetivos além das metas iniciais da SightFirst I, as quais incluíam eliminar o oncocercose na América Latina e controlar a sua propagação na África. A segunda campanha tinha os fundos e programas destinados às novas ameaças à visão: como o diabetes, glaucoma e cegueira infantil, que afetam todos os países, não apenas aqueles em desenvolvimento com pouco acesso a recursos. Os fundos de campanha seriam também utilizados para treinamento, exames de visão, óculos, clínicas oftalmológicas e pesquisa, bem como para programas de apoio aos cegos e deficientes visuais cuja visão não possa ser restaurada.

Com 30 doações principais, a Campanha SightFirst II estava em pleno andamento. Em todo o mundo, os Leões dedicaram inúmeras horas a angariação de fundos e conscientização. Os Leões da Alemanha venderam vinho. O Lions Clube Quito Equinoccial do Equador rifou um carro. Os Leões de Waterman, Illinois, nos EUA patrocinaram uma corrida de 5 quilômetros na cidade.

Os associados dedicaram bem mais do que tempo e energia à angariação de fundos. Fizeram também doações financeiras pessoais para a campanha, especialmente Lions no Japão e Coréia. Em um ano, os Leões angariaram US$ 60 milhões para a campanha. Em 2008, a campanha de angariação de fundos encerrou com Lions superando a meta expandida e alcançando US$ 205 milhões.

A SightFirst II está financiando uma ampla gama de projetos sustentáveis de alta qualidade ao redor do globo. Os Leões do Distrito 122 na República Checa receberam um subsídio de US$ 133.000 para apoiar cursos de formação no Centro de Educação Oftalmológico do Lions em Praga. Em Belize, um subsídio de US$ 130.000 está ajudando a expandir os exames e tratamento de doenças oculares associadas a diabetes. Os modelos sustentáveis de serviços, como treinamento e fornecimento de equipamentos, também continuam sendo um dos principais focos da contínua distribuição dos fundos da campanha.

O alcance do programa expandido está tornando a SightFirst mais relevante e disponível para os Leões de todos os países.

Quando os Leões se comprometem com um projeto como o da SightFirst, não há limites para o que possam realizar. "Os Leões respondem se você mostrar necessidade, se houver uma causa", disse o PIP Moore. "Eles entendem perfeitamente o grande trabalho que fazemos e o impacto que temos".

A Visão

O tracoma, uma das doenças mais antigas e persistentes da humanidade, é a principal causa mundial da cegueira evitável. A doença se propaga facilmente, entrando nos olhos por vários caminhos comuns, mãos e rostos sujos, contato próximo entre mães e filhos e moscas que se alimentam da secreção produzida pela infecção. Se não for tratado, o tracoma segue uma progressão longa e agonizante desde a irritação e inchaço da pálpebra, à perda gradual da visão e, finalmente, a cegueira.

Há muito tempo ausente no mundo desenvolvido, o tracoma continua sendo endêmico em vastas áreas da África, Ásia e América Central e do Sul. Estima-se que 41 milhões de pessoas estejam infectadas com a doença, e quase 8 milhões sofram dos estágios finais ou sejam cegos por causa dela.

Na Etiópia, 75 porcento da população corre o risco de ser infectada. Em muitas aldeias remotas, o tracoma afeta famílias inteiras por gerações, condenando-as à pobreza. Como o Primeiro Vice-Presidente Internacional Jim Ervin comentou sobre uma missão de averiguação em 1998 realizada pelos Leões da Etiópia, "Quando voltei, eu disse:" Meu Deus, o que podemos fazer? Temos que fazer algo".

Associado de longa data do Lions Clube de Albany, Jim buscou a ajuda de outro Leão da Georgia: o Ex-Presidente americano Jimmy Carter. Na época, o Carter Center em Atlanta já se encontrava ativamente envolvido na luta contra o tracoma por vários anos. Jim pediu a Jimmy Carter se ele poderia ajudar garantindo o fornecimento do potente e fácil de administrar antibiótico Zithromax para os esforços de base dos Leões pela erradicação da doença na Etiópia.

Usando orgulhosamente o distintivo de Lions, Jimmy Carter e Jim logo encontravam-se reunidos com os principais executivos internacionais na sede da Pfizer Inc., fabricante do remédio, em Nova York. Eles contaram a história do longo envolvimento dos Leões em causas relacionadas à visão e descreveram a campanha contra o tracoma na Etiópia e outros países africanos. "Precisamos do Zithromax para o que estamos tentando fazer," disse Jimmy Carter. Todos assentiram. E a resposta veio logo: A Pfizer doaria o medicamento para salvar a visão de muitos.

Dez anos depois, em 23 de janeiro de 2008, PIP Jim, que serviu como presidente internacional em 1999-2000, estava de volta à Etiópia para participar da comemoração de um marco na luta contra o tracoma: a administração da dose de número 10 milhões do Zithromax naquele país. A cerimônia contou com a presença do Presidente do Conselho Curador da Fundação de Lions Clubs International Jimmy Ross, representantes da Pfizer e do Carter Center, autoridades governamentais, profissionais da saúde e dos Leões da Etiópia. Mas a pessoa mais importante lá era Messeleche Tilahun, 16 anos, que recebeu a dose que estabeleceu um marco no combate ao tracoma. Como milhões de etíopes, repentinamente o seu futuro tornou-se mais luminoso. E ela poderia ver cada momento dele.

Uma vacina salva uma vida: Iniciativa do Lions contra o Sarampo

Assim como Lions Clubs International tem crescido cada vez mais globalmente, o mesmo acontece com a gama de problemas com que os associados lidam. Os Leões estão desempenhando um papel fundamental na luta mundial contra o sarampo e a rubéola, doenças evitáveis por vacina que ameaçam a vida de milhões de crianças nas regiões mais pobres do mundo.

Os Leões passaram a se envolver na luta, porque o sarampo continua sendo uma das principais causas de morte entre as crianças, apesar da disponibilidade de uma vacina segura e barata. A rubéola pode ter efeitos graves nas mulheres grávidas e causar a morte do feto ou defeitos congênitos de nascimento conhecidos como a síndrome da rubéola congênita. A propagação das duas doenças pode frequentemente ser evitada ao mesmo tempo, através da administração de uma vacina combinada contra o sarampo e rubéola.

Por meio do programa Uma vacina salva uma vida: Iniciativa do Lions contra o Sarampo, os Leões se uniram em um tremendo esforço para erradicar o sarampo e a rubéola, ajudando a assegurar que um grande número de crianças de países em desenvolvimento sejam vacinadas.

O Lions entrou para a luta em 2010, quando se juntou a Iniciativa contra o Sarampo e Rubéola, uma parceria global formada em 2001 pela Cruz Vermelha Americana, os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, UNICEF, a Organização Mundial de Saúde e a Fundação da Organização das Nações Unidas. A Fundação de Lions Clubs International e Lions Clubes de todo o mundo têm dado apoio aos esforços para acabar com as doenças.

As atividades lideradas por Lions são variadas e incluem a mobilização de dezenas de milhões de dólares para apoiar campanhas suplementares para vacinar as crianças contra o sarampo, defender um apoio maior para os sistemas de vacinação durante a Semana Mundial de Vacinação e proporcionar mobilização social de fato durante as campanhas de vacinação contra o sarampo para aumentar a conscientização e garantir que todas as crianças sejam vacinadas.

Os Leões colocam as suas habilidades organizacionais e de educação em prática para ajudar a mobilizar as comunidades a fazerem a diferença. "As vacinas não podem salvar vidas, se as crianças não as receberem", disse o Ex-Governador Dr. Tebebe Yemane-Berhan, membro do Comitê de Orientação da LCIF da Etiópia.

Há este exemplo no país Africano de Botsuana, onde os Leões locais ajudaram o Ministério da Saúde a realizar uma campanha intensiva de vacinação contra o sarampo de cinco dias, indo de porta em porta na cidade de Selebi-Phikwe. Os Leões falaram "uma a uma com as mães para se certificarem de que elas entendiam a importância da vacinação", de acordo com Obakeng Kanthaga, que serviu em 2011 como presidente do Distrito Internacional Leo 412, supervisionando 50 Leo clubes em Botsuana, Malaui, Moçambique e Zimbábue.

Mais ao norte, em Botsuana, os Leões locais em Francistown buscaram se certificar de que as pessoas entendiam que a vacinação era segura, organizando apresentações encenadas por atores para demonstrar o processo de vacinação. Os Leões de Botsuana também distribuíram camisetas promovendo a campanha e pagaram por 3.500 chapéus cor de laranja vivo que identificaram os funcionários da saúde pública. Eles também pagaram por 10.000 cartazes e 100.000 folhetos e os distribuíram para divulgar a campanha de vacinação.

O serviço dedicado dos Leões valeu a pena. Em 2000, um ano antes da Iniciativa contra o Sarampo e Rubéola ser criada, mais de 562.000 crianças em todo o mundo morreram de complicações relacionadas ao sarampo. Em 2013, o número anual de mortes caiu 74 por cento, para 145.700.

Os Leões intensificaram os seus esforços para lutar contra sarampo e rubéola em meados de 2013 através de uma parceria com a Gavi, Aliança das Vacinas, uma parceria público-privada que financia programas de imunização para os países mais pobres do mundo. Como parte da parceria de Lions com a Gavi, os Leões se comprometeram a angariar US$ 30 milhões para financiar os programas do sarampo e de rubéola da Gavi. Fundos equiparados da Fundação Bill e Melinda Gates e do governo britânico aumentarão este total para US$ 60 milhões.

E o trabalho não está encerrado. De acordo com o Ex-Presidente Internacional Wayne Madden, que também serviu como presidente da LCIF em 2013-2014, o trabalho dos Leões com parcerias nas vacinações está "ampliando o acesso à imunização, fortalecendo as comunidades e salvando vidas no processo".

Convenção de Lions Clubs Internacional

Em 1925, quando Lions Clubs International tinha apenas 8 anos de idade, a convenção anual foi realizada em Cedar Point, Ohio, EUA, nas margens do Lago Erie. Os Leões de Ohio se prepararam para receber 4.000 participantes.

Na verdade, 7.500 Leões se deslocaram a Cedar Point. A Revista LION de agosto de 1925 reportou que "era um homem de sorte aquele que tinha conseguido um quarto com banheiro, mesmo que tivesse que compartilhá-lo com alguém. Muitos diziam que tinha sorte quem tivesse conseguido qualquer quarto".

Foi nessa convenção que Helen Keller, um ícone americano que era tanto surda como cega, falou aos Leões reunidos e os convocou a se tornarem "Paladinos dos Cegos" na cruzada contra a escuridão.

O Presidente Internacional Entrante de Lions Clubs International Ben F. Jones de Newark, New Jersey, EUA, chamou esta convenção a maior já realizada. "Aqueles que não contavam com o número sem precedentes de delegados e convidados, tenho certeza de que continuarão sorrindo", disse Jones. "Estamos muito contentes por esta grande associação estar preparando homens de visão, homens estes que vão nos liderar e ajudar os governos a nos conduzirem ao maior futuro que a história já registrou".

A Convenção de Lions Clubs International, que tem sido realizada anualmente com exceção de 1945, torna-se maior, mais forte e melhor a cada ano. Na convenção de 1933 em St. Louis, Missouri, EUA, foi aprovada uma resolução que declarava que em convenções futuras, seria tocado o hino nacional de cada país representado por um Lions Clube. Esta prática mais tarde resultou no Desfile das Nações, que em 2015 contou com 10.000 Leões de 120 países, muitas vezes marchando juntos nos trajes tradicionais dos países de origem.

Em cada convenção internacional há a eleição de um novo presidente internacional, uma competição empolgante de Fanfarras Estaduais de Lions, vários seminários, a oportunidade de rever velhos amigos e fazer novos.

O Ex-Presidente Internacional Brian Stevenson, de Alberta, no Canadá, que serviu em 1987-1988, lembra-se das convenções como um momento para tratar de assuntos dos clubes e de passar tempo com os amigos de diferentes partes do mundo. "É um dos principais benefícios, as amizades que você faz. Atraímos pessoas de todas as camadas sociais". Os Leões reunidos em Honolulu para a Convenção Internacional de 2015 concordaram, dizendo: "O mundo é tão grande, mas assim que a gente se reúne, ele torna-se um lugar bem pequeno".

A convenção de 2015 foi uma das maiores convenções dos últimos anos. Cerca de 20.000 Leões e suas famílias passaram cinco dias se divertindo e aprendendo mais sobre Lions. Foram homenageados Wei Jin Qian, 13 anos, da China, vencedora do Concurso Internacional do Cartaz sobre a Paz de 2015, e Jalen Ballard de Toledo, Ohio, EUA, vencedor do Concurso Internacional de Redação de Lions para os jovens deficientes visuais. A instituição de caridade internacional Save the Children recebeu o Prêmio Humanitário do Lions de 2015.

"Conhecer pessoas de todas as esferas da vida, vindas de diferentes partes do mundo é tão envolvente, tão maravilhoso", disse um participante de uma convenção recente. A convenção internacional é uma oportunidade única de conferir o crescimento dos Lions clubes e avaliar não apenas por que, mas como os Leões continuarão a servir em todo o mundo por mais de um século.

Vassouras e panquecas

Jim Ervin era Leão apenas por algumas semanas quando em 1977 outros associados do Lions Clube de Albany na Geórgia, EUA, lhe encarregaram de um trabalho importante: vender vassouras e esfregões para arrecadar fundos para a Fundação Lighthouse do Lions da Geórgia.

"Saíamos por aí batendo em portas", lembrou Ervin, que se tornou presidente internacional em 1999. "Era anunciado no rádio e na TV, quando os Leões estavam vindo. E muitas pessoas esperavam até que chegassem para comprar vassouras e esfregões". O espírito comunitário floresce quando vizinhos se reúnem para as angariações de fundos do Lions, seja com cafés da manhã com panqueca, churrascos, peixe com batata frita ou salsichadas. Alguns projetos locais de Leões acabaram se tornando programas nacionais de grande escala que angariam milhões de dólares anualmente. Pense no despretensioso bolo de frutas que os empreendedores Leões da Austrália, Canadá e África do Sul transformaram em ouro.

A venda dos bolos de frutas do Lions durante a época de Natal começou em Montreal, no estado de Quebec, Canadá, em 1951. Inicialmente feito em casa e vendido para a família, amigos e vizinhos, os bolos de frutas do Lions canadense agora são produzidos por grandes empresas panificadoras, embalados com cores natalinas e o emblema do Lions, e comercializados através da Internet.

O programa australiano começou em 1965 com o Bolo de Natal Guardião da Visão do Lions e se tornou uma tradição natalina muito apreciada. Sob a direção do Comitê Nacional do Bolo, a linha de produtos se expandiu incluindo outros doces de Natal, e as vendas anuais cresceram atingindo mais de 6 milhões de dólares australianos.

De sorteios a corridas de patos de borracha, os Leões também já demonstraram aptidão para eventos especiais que reúnem as comunidades e torna divertida a captação de recursos. Os Leões realizaram um torneio de futebol beneficente com elefantes no Nepal e se vestiram como Smurfs - pintando o rosto de azul e vestindo engraçados macacões azuis - para uma corrida de canoas em Epping, New Hampshire, nos EUA.

A venda de itens que as pessoas precisam, tais como vassouras, esfregões e lâmpadas, sem falar nos itens que as pessoas desejam, como balas e chocolates, é típica dos esforços de angariação de fundos locais dos Leões durante décadas.

"Como se diz," falou Ervin, "Onde há uma necessidade, há um Leão."

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