O Poder do Servio

Explore o impacto de 100 anos de serviço do Lions.

Helen Keller

Em 1925, como embaixadora para a recém-formada Fundação Americana para os Cegos, Helen Keller discursou na Convenção de Lions Clubs International em Cedar Point, Ohio, EUA.

"Tentem imaginar como vocês se sentiriam se subitamente se tornassem cegos hoje", Helen Keller perguntou aos associados Leões que lotavam o salão de convenções. "Imaginem vocês tropeçando e apalpando tudo por onde andam tanto durante o dia como à noite; o seu trabalho, a sua independência, tudo perdido.

Helen Keller sabia exatamente como era. Cega e surda desde a idade de 19 meses, ela viveu em isolamento virtual, incapaz de se comunicar de forma eficaz. Então, uma professora da Escola Perkins para Cegos que se chamava Anne Sullivan veio morar e trabalhar com Helen Keller e lhe ensinou a se conectar com o mundo através da linguagem de sinais. Helen Keller finalmente aprendeu a ler e escrever, obteve um diploma de bacharel e aprendeu a falar.

A maioria dos Leões na época estavam familiarizados com a sua história bem divulgada. Alguns Leões na platéia já tinha se envolvido com projetos de serviço para o cegos. Mas ao testemunharem Helen Keller abrindo o seu coração e alma sobre a situação dos cegos, a realidade de ser deficiente visual falou alto a todos os presentes. Os Leões e os seus convidados foram cativados.

Helen Keller guardou as palavras mais comoventes para o final do seu discurso, esperando que os Leões fizessem parceria com a Fundação Americana para os Cegos e dessem apoio como uma organização para aqueles que tinham perdido a visão.

"Vocês me ajudarão para que chegue logo o dia no qual não teremos mais cegueira evitável; no qual nenhuma criança surda ou cega ficará sem escola; no qual nenhum homem ou mulher cega ficará sem ajuda? Faço um apelo a vocês, Leões. Vocês que podem ver, que podem ouvir, que são fortes, corajosos e bondosos. Vocês se tornarão os paladinos dos dos cegos nesta cruzada contra a escuridão?"

Ela não tinha ideia de até onde a associação levaria este desafio.

Antes da convenção terminar, a associação dedicou-se incondicionalmente a tornar o sonho de Helen Keller em realidade. Os Leões tornariam-se os Paladinos dos Cegos de Helen Keller.

Desde 1925, centenas de milhões de vidas foram alteradas por meio do trabalho relacionado com a visão dos Leões de todo o mundo, e hoje a associação é tão dedicada como sempre para que chegue o dia em que ninguém sofra desnecessariamente de problemas de visão. Por meio de centros e hospitais oftalmológicos, medicamentos e cirurgias, óculos e bancos de olhos, os Leões estão trabalhando para acabar com a cegueira evitável e ajudar os deficientes visuais

O desafio de Keller e seu sonho permanecem vivos.

A Bengala Branca

As grandes ideias muitas vezes levam séculos até que se formem e se estabeleçam de vez. A bengala branca, um apoio agora universal e indispensável para os cegos, seguiu este caminho. Ela passou a ter amplo uso em 1930, quando duas pessoas preocupadas em resolver um problema pararam em esquinas de ruas movimentadas milhares de quilômetros de distância uma da outra: uma em Paris, França, e a outra em Peoria, Illinois, nos EUA.

Ao longo da história, as pessoas com deficiências visuais carregaram bengalas e bastões que os ajudava a contornar os obstáculos. Mas, elas passaram a enfrentar novos desafios terríveis no século 20, quando os carros substituíram as carruagens nas ruas das cidades, as quais frequentemente não tinham semáforos e faixas de pedestres. A bengala normal ainda funcionava como uma ferramenta para abrir caminho, mas era inútil para alertar os motoristas. Um inglês cego que se chamava James Biggs alegou ter encontrado uma solução em 1921, quando pintou a sua bengala de branco. Uma década mais tarde, esta simples invenção começou a ganhar força.

A bengala branca chegou primeiro à Europa continental através de uma campanha feita por uma única mulher. De sua casa, na movimentada Boulevard de Courcelles, uma parisiense rica que se chamava Mme. Guilly d'Herbemont assistia muito nervosa enquanto estudantes cegos deslocavam-se a uma escola para cegos próxima. Em novembro de 1930, ela escreveu uma carta a um dos principais jornais de Paris pedindo que fosse adotado o uso para sinalização de batons blancs semelhantes àqueles usados pela polícia de trânsito. Poucos meses depois, a Mme. d'Herbemont organizou para que o presidente francês oferecesse em uma cerimônia formal uma bengala branca a um veterano de guerra cego e outra a um civil cego. Ela então fez doações pessoais de mais 5.000 bengalas brancas para cegos moradores da cidade.

Enquanto isto, o Presidente do Lions Clube de Peoria George A. Bonham reuniu a ajuda de milhares de parceiros, quando introduziu o uso da bengala branca na América do Norte. Os Leões tinham acatado com entusiasmo a convocação de Helen Keller para ajudar os cegos na Convenção de Lions Clubes International cinco anos antes. Agora, eles estavam preparados para agir em apoio a uma nova ideia convincente para servir trazida por um companheiro Leão.

Como a sua colega parisiense, Bonham ficou movido um dia em 1930, no centro de Peoria, quando viu um cego batendo a bengala a sua volta, impotente, enquanto os carros desviavam dele. Parecia que ninguém percebia o dilema do homem, o que levou Bonham a pensar numa solução. A resposta novamente foi a bengala branca, desta vez com uma faixa vermelha para uma visibilidade ainda maior. Bonham contou a sua ideia aos associados do clube, os quais imediatamente votaram endossando a ideia. Os associados adotaram a causa, pintando bengalas de branco para os cegos e escrevendo cartas às autoridades municipais. Em dezembro de 1930, a Câmara Municipal de Peoria aprovou a primeira "lei de segurança da bengala branca", da nação dando aos cidadãos cegos o direito preferencial de passagem e outras proteções quando estiverem carregando uma bengala branca.

Na convenção internacional de 1931 em Toronto, Canadá, os Leões escutaram uma apresentação detalhada sobre o programa da bengala branca e receberam cópias da portaria de Peoria para que levassem para casa. Em 1956, com a ajuda de uma ampla campanha de sensibilização e defesa, todos os estados dos Estados Unidos já tinham aprovado leis de segurança da bengala branca.

A bengala branca tornou-se um símbolo de independência, confiança e habilidades daqueles que dependem dela para orientar a sua caminhada pela vida. Todo dia 15 de outubro, o Dia Internacional de Segurança da Bengala Branca, muitos Leões usam um distintivo de lapela da bengala branca, lembrando-nos de quão longa já é a nossa caminhada juntos.

O Melhor Amigo

Depois de tentar sem sucesso, inscrever o Dr. Glenn Wheeler na única escola de cão-guia dos EUA, Charles A. Nutting, Donald P. Schuur e S.A. Dodge do Lions Clube Detroit Uptown decidiram resolver o assunto eles mesmos. Se o amigo e companheiro Leão com deficiência visual não podia frequentar uma escola em Nova Jersey para ser treinado com um cão-guia, um centro de treinamento e companheiro canino teriam que vir até ele.

Embora os cães tenham ajudado os cegos por séculos, os métodos modernos de treinamento para cães têm as suas raízes na Alemanha, quando milhares de soldados voltaram para casa depois da Primeira Guerra Mundial cegos em decorrência de gases venenosos. Conforme as técnicas de treinamento se espalhavam para outros países, inclusive os EUA, a demanda por estes cães valiosos cresceu. Com um cão-guia bem treinado e orientação, os deficientes visuais poderiam circular melhor no mundo cada vez mais agitado. Os cães poderiam advertir os condutores de tudo, desde o tráfego próximo a obstáculos nos corredores do supermercado.

Para ajudar o seu amigo e outros como ele, Charles, Donald e S.A. trabalharam com o clube para que estabelecessem uma escola de treinamento para cão-guia perto de casa. No outono de 1938, o programa inicial formou quatro pares de aluno e cão, sendo um deles Gleen e um cão que se chamava Hilda. Procurando um nome para o novo empreendimento, três Lions Clubes da área de Detroit realizaram um concurso para toda a organização de Lions. O Lions Clube Coulterville de Illinois, nos EUA enviou a sugestão vencedora: Líderes do Lions.

Em 4 de abril de 1939, Lions incorporou a Fundação de Cães Líderes do Lions como uma organização sem fins lucrativos, alugou uma pequena fazenda para a operação em Rochester Hills, Michigan, EUA, e formou a sua primeira turma oficial com um custo de US$ 600 por equipe. Um ano mais tarde, a escola tirou a palavra "Lions" de seu nome, porque o projeto não era um programa oficial de Lions Clubs International, e o grupo queria expandir a base de doadores.

Conhecida hoje como Cães Líderes para os Cegos, a escola já formou mais de 14.500 cães-guia desde que abriu as portas. Mas o seu impacto é ainda maior. Como uma das primeiras escolas para cães de serviço, ela ajudou a popularizar a ideia de cães de serviço e começou um movimento através dos Leões de apoio aos programas de treinamento. Em meados do século 20, os Leões apoiavam as escolas para cães-guia nos EUA, Itália, França e Alemanha.

Os métodos de treinamento da escola mudaram ao longo dos anos, e os seus programas se expandiram para ajudar as pessoas com perda auditiva, diabetes e outros problemas de saúde. Mas o seu propósito segue inalterado. O centro existe para oferecer assistência e não para obter lucro. Embora os participantes anteriormente tivessem que pagar até US$ 150 pelo treinamento, o serviço é gratuito desde 1958. Os participantes também recebem hospedagem e transporte enquanto estão no centro. Hoje, o custo médio do treinamento de um cão é de US$ 37.000, e os Lions Clubes e outros doadores individuais e organizações cobrem todos os custos.

O que começou como uma ideia para ajudar uma pessoa se transformou em um esforço que tem ajudado muitos mais. Atualmente apoiando escolas de treinamento no Canadá, França, Itália, Japão, Noruega, África do Sul e nos EUA, os Leões estão ajudando milhares de pessoas com deficiência visual a encontrar uma nova independência, e muitas vezes um novo melhor amigo.

Reciclagem em prol da Visão

A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 150 milhões de pessoas sofram de visão desfocada devido a problemas de refração não corrigidos, tais como a miopia ou hipermetropia. A impossibilidade de ver claramente pode impedir que as crianças aprendam na escola, os adultos encontrem trabalho ou permaneçam empregados e os idosos vivam de forma independente. Muitas vezes, um simples par de óculos pode proporcionar um novo enfoque no mundo, mas a falta de acesso a cuidados básicos impede que muitas pessoas dos países em desenvolvimento obtenham o tratamento de que necessitam. O custo também é um problema; em um país em desenvolvimento um par de óculos pode custar tanto quanto o salário de um mês.

No entanto, com a ajuda de Leões de todo o mundo e do programa Reciclagem em prol da Visão, Lions Clubs International está trazendo uma visão clara a milhões, um par de óculos de cada vez.

Através da Reciclagem em prol da Visão, os Leões coletam óculos novos e pouco usados e óculos de sol em caixas de coleta em vários locais de suas comunidades, incluindo bibliotecas, consultórios médicos, escolas, calçadas, bancos e lojas do varejo. Os óculos depois são enviados para o mais próximo Centro Leonístico de Reciclagem de Óculos, onde voluntários selecionam os óculos, os limpam e determinam o grau das lentes. Depois de embalar cuidadosamente os óculos restaurados, os Leões os armazenam até que estes possam ser distribuídos, geralmente através de missões humanitárias em nações em desenvolvimento.

Os voluntários Leões e profissionais da saúde ocular examinam milhares de crianças e adultos durante as missões de visão, fornecendo-lhes gratuitamente lentes de grau, armações e, enfim, uma melhor qualidade de vida. Os Leões também fornecem óculos reciclados para organizações sem fins lucrativos dedicadas aos cuidados com os olhos, bem como para grupos de faculdades de optometria, organizações religiosas e grupos de assistência militar, que por sua vez distribuem aos necessitados.

A reciclagem de óculos, uma atividade popular para os Leões de todo o mundo, remonta à década de 1930. Assim como hoje em dia, os Leões recolhiam óculos nas suas comunidades, os processavam e forneciam aos mais necessitados. Por exemplo, no início dos anos 1960, os Lions clubes Hayes e o Harlington da Inglaterra coletaram mais de 20.000 pares de óculos. Sabendo da necessidade na Índia, os doaram a um hospital de olhos do Lions na Índia, onde os óculos foram processados e fornecidos à população local.

Em 1994, os Lions Clubes transformaram os seus esforços de longa data em um programa oficial com o nome de Reciclagem em prol da Visão. Com uma identidade comum e formato comum, o programa continuou a se expandir e permitir que mais pessoas vissem claramente.

A cada ano, os Leões recolhem cerca de 30 milhões de pares de óculos. Clubes na Austrália e Japão enviam anualmente 500.000 pares de óculos para seis centros de reciclagem da Austrália. Ao longo da última década, mais de 3,5 milhões de pares de óculos destes centros foram enviados para locais como a Índia, Oriente Médio e as ilhas menores da Indonésia. Ao envolver pessoas de instituições penitenciárias locais, muitos dos centros estão promovendo a reabilitação, ensinando habilidades que os detentos podem usar depois de sair da prisão.

Em 2013, o Lions Clube Tokyo Sangenjaya fez uma parceria com um varejista de âmbito nacional para coletar óculos para os centros de reciclagem da Austrália. "Vendo os Leões trabalharem no acondicionamento destes óculos, percebi o quanto nós consumimos e jogamos fora que ainda está em bom estado ou mesmo perfeito para o uso", disse um empresário local. "Estes óculos mudarão a vida de alguém".

Em uma outra parte do mundo, um homem de 94 anos de idade em Honduras gritou: "Obrigado"! Depois de receber um par de óculos reciclados do Lions. "Agora consigo ler a minha Bíblia depois de 15 anos".

Muitas pessoas estão envolvidas na coleta, processamento e distribuição dos óculos reciclados, incluindo as pessoas que decidem doar os óculos usados, clubes que recolhem e enviam os óculos para um Centro Leonístico de Reciclagem de Óculos, voluntários que processam e enviam os óculos, e voluntários que organizam e participam das distribuições nas missões. O resultado bastante positivo é que a qualidade de vida melhora para as pessoas que recebem esta dádiva da visão.

E surgem os Leos

Em todo o mundo, os jovens estão formando amizades duradouras e aprendendo o valor do voluntariado com um programa de Lions voltado especificamente para eles: o Leo Clube. Se associando a um Leo Clube Alfa (para idades entre 12 e 18 anos) ou a um Leo Clube Ômega (para idades entre 18 e 30 anos), os jovens estarão desenvolvendo habilidades para servir as suas comunidades. Os resultados são nada menos do que inspiradores.

O Leo Clube de Curaçao organizou um projeto para incentivar os alunos a acabarem com o bullying. O Leo Clube da Escola Batu Pahat de ensino médio na Malásia percorreu 40 quilômetros de bicicleta para aumentar a conscientização a respeito de meios de transporte compatíveis com o meio ambiente. Na Holanda, o Leo Clube de Rotterdam vendeu roupas para arrecadar dinheiro para um café da manhã de Páscoa para os sem teto. O Leo Clube de Neapolis Nabeul na Tunísia doou produtos para um asilo local e fez visitas aos residentes para levar mais ânimo a eles.

"Você percebe que um ato pode mudar vidas", disse Kat Sandell, uma Leo de Ephrata, Pensilvânia, EUA, após recolher roupas de inverno para crianças em 2014.

O Leo Clube teve reconhecimento oficial e internacional em 1967, mas os clubes auxiliares de serviço juvenil do Lions são quase tão antigos quanto a própria associação. Já em 1922, os Leões de Fort Smith, Arkansas, EUA, haviam organizado o que chamaram de Lions clube júnior na escola de ensino médio da cidade, com enfoque na liderança cívica. No primeiro ano, dezenas de alunos do ensino médio e do final do ensino fundamental se associaram ao clube.

Com os anos, outros Lions clubes também organizaram clubes auxiliares juvenis. Em 1957, as sementes de um programa permanente para jovens foram plantadas em Abington, Pensilvânia, EUA, quando Bill Graver perguntou ao seu pai e associado do Lions Clube de Glenside Jim Graver, "Por que não há um clube de serviço patrocinado pelos Leões para os jovens"?

Como treinador da equipe de beisebol da Escola de Ensino Médio de Abington, Jim logo veio a entender que a formação de um clube juvenil de Lions na escola iria incentivar os alunos a participarem de serviços comunitários. Jim e um companheiro do clube de Glenside Leão William Ernst apresentaram a ideia para o clube, e os Leões decidiram apoiar o esforço com a ajuda de 35 estudantes entusiasmados (principalmente do time de beisebol). O primeiro Leo Clube foi formado em 5 de dezembro de 1957. O clube adotou as cores marrom e dourado da escola e criou um acrônimo em inglês para Leo a partir de: leadership, equality, opportunity (liderança, igualdade, oportunidade). A palavra equality (igualdade) foi posteriormente substituída por experience (experiência).

Em 1964, os Leões do Distrito 14K da Pensilvânia patrocinaram um Leo Clube como o projeto oficial do distrito. Os clubes logo surgiram em toda Pensilvânia, na medida em que a notícia do programa de Leo Clubes se espalhou. Alguns anos mais tarde, um comitê da juventude de Lions Clubs International estudou a possibilidade de desenvolver um programa de clubes para jovens. Mas o comitê logo reconheceu que não havia necessidade de se criar algo novo. Os Leos já haviam estabelecido um padrão como clubes juvenis eficientes e eficazes. Em outubro de 1967, a diretoria decidiu implementar os Leo Clubes em uma escala global. Em dois anos, havia 918 clubes operando em 48 países.

Em 2015, contamos com mais de 5.700 Leo Clubes com base em escolas ou em comunidades em 140 países ao redor do mundo. Através dos Leo Clubes, os jovens estão mudando as suas comunidades e desenvolvendo habilidades pessoais de liderança que vão durar por toda a vida.

Lions Quest

O Lions Quest começou como uma paixão de um adolescente para encontrar uma maneira melhor de preparar os jovens a lidar com os desafios da vida. Hoje, ele é um dos programas de aprendizado social e emocional mais amplamente usados no mundo.

Em 1975, Rick Little, 19 anos, de Findlay, Ohio, EUA, sofreu ferimentos graves nas costas em um acidente de carro. Imobilizado por seis meses, Rick deparou-se com um monte de tempo para contemplar por que as escolas estavam fazendo tão pouco para ajudar os jovens a desenvolver as habilidades para a vida e força de caráter necessárias para terem sucesso como adultos. Quando se recuperou dos ferimentos, Rick começou uma busca nacional por respostas, entrevistando adolescentes, professores e especialistas em desenvolvimento infantil e adolescente.

Depois de muita luta para encontrar o financiamento inicial, Rick estabeleceu o Quest International em 1977 com a ajuda de um subsídio de US$ 130,000 da Fundação WK Kellogg para projetar e desenvolver currículos baseados em valores e programas de prevenção do uso de drogas. Rick passou a trabalhar na criação de ferramentas de ensino fáceis de serem adaptadas a diferentes culturas e sistemas educacionais.

Os Leões passaram a se envolver em 1984, quando a Fundação de Lions Clubs International concedeu o seu primeiro subsídio ao Quest International, o qual financiou mais desenvolvimento e expansão do programa. Mais tarde naquele ano, Lions Clubs International formou uma parceria de trabalho com o Quest International para lançar uma grande iniciativa de prevenção do uso de drogas chamada Habilidades para Adolescentes do Lions Quest, visando alunos de 6ª a 8ª série. Os Lions Clubes faziam parceria com os sistemas escolares locais para implementar o programa em nível de comunidade.

Nos próximos 18 anos, a parceria de Lions com a organização de Rick cresceu tanto em abrangência como no impacto provocado. Lions introduziu programas para servir os alunos de todas as séries escolares, desde o jardim de infância ao ensino médio. Pesquisadores independentes deram notas altas aos programas por promoverem um comportamento positivo e aumentarem o desempenho acadêmico.

Em 2002, LCIF adquiriu formalmente a posse dos materiais curriculares. O Lions Quest logo se tornou o programa de desenvolvimento juvenil de destaque de Lions. Em 2015, o Lions Quest já se expandiu tanto que passou a incluir 36 idiomas em 85 países e atingindo mais de 13 milhões de alunos.

Os Lions Clubes de todo o mundo têm sido fundamentais para o sucesso e a expansão do Lions Quest, apoiando o programa através de financiamento local, coordenando o treinamento de professores, realizando conjuntamente reuniões com pais, falando aos jovens e implementando projetos de serviço em conjunto com os alunos.

O Lions Quest vai além do conteúdo acadêmico e ensina os alunos a tomar decisões responsáveis, estabelecer metas, ser responsáveis por suas ações, desenvolver relacionamentos saudáveis, resistir à pressão do grupo e se envolver em serviço comunitário.

Os materiais empregados são continuamente atualizados para tratar de novos desafios.

Na Turquia, por exemplo, os professores de escolas públicas e privadas estão usando o Lions Quest para enfrentar o bullying. Mine Guven, professor de educação infantil da Universidade de Bósforo, em Istambul, está conduzindo uma avaliação dos resultados.

"Me envolvi no programa porque o treinamento foi muito impressionante para mim", disse Guven. "Os desafios são os mesmos em qualquer local do mundo. Usando o Lions Quest, conseguimos ter um ambiente tranquilo nas salas de aula".

Onda após onda

Em 26 de dezembro de 2004, ocorreu um terremoto de magnitude acima de 9,0 sob o Oceano Índico, perto da costa oeste de Sumatra, na Indonésia. Poucas horas depois, uma série de ondas imensas de até 15 metros atingiu 11 países ao longo da orla do Oceano Índico. Mais de 230.000 pessoas perderam a vida e mais de um milhão ficaram desalojadas em consequência do tsunami do sul da Ásia, aquele que provocou mais mortes na história.

"O mar levou tudo", disse Ranjan Jayawardane, um associado do Lions Clube West Wellawatte em Colombo, Sri Lanka.

Os Leões estavam entre os primeiros na cena para fornecer ajuda às vítimas, respondendo com a sua própria onda de generosidade e carinho. No Sri Lanka, o Lions fez parceria com o governo para organizar o socorro, 16 horas por dia trabalhando para enviar suprimentos e montar barracas nos acampamentos para as vítimas. Oitenta Leões da área médica ofereceram-se para prestar os primeiros socorros perto de Chennai, na Índia, enquanto cerca de 70 clubes distribuíam alimentos e roupas. Na Indonésia e na Tailândia, os clubes locais forneceram comida, roupas, abrigo e assistência médica aos refugiados.

A Fundação de Lions Clubs International também se mobilizou para enviar ajuda. LCIF havia criado modelos de medidas em caso de catástrofes para ajudar os Leões a agirem rapidamente nestas situações depois dos ataques contra o World Trade Center em Nova York em 11 de setembro de 2001. Os modelos estimam os fundos que serão necessários, através da análise das áreas e do número de pessoas afetadas, necessidades atuais e futuras, por quanto tempo se espera que devam durar os esforços de recuperação e outras considerações. Assim que a notícia do tsunami chegou a LCIF, os Leões colocaram os modelos em prática e começaram a angariação de fundos.

Os Leões angariaram US$ 15 milhões. Cada dólar arrecadado foi distribuído aos Leões da Índia, Indonésia, Malásia, Sri Lanka e Tailândia para ajudar a reconstruir casas, escolas e orfanatos. Na ocasião, este era o maior esforço de reconstrução da história de LCIF.

"Algumas pessoas tinham perdido as famílias, tudo, mas os Leões estavam ao lado deles", disse Sangeeta Jatia, ex-diretora internacional de Calcutá, Bengala Ocidental, e associada do Lions Clube Calcutta Midtown da Índia. "Havia alguém em quem eles podiam confiar".

Muito tempo depois das ondas e do impacto inicial terem diminuído, os Leões de todo o mundo continuavam a dedicar tempo, energia e recursos, ajudando a reconstruir vidas e comunidades inteiras.

Cinco anos após o desastre natural, Luis Domínguez, ex-diretor internacional do Lions Clube de Mijas em Mijas Pueblo, Espanha, visitou um vilarejo no Sri Lanka o qual os Leões ajudaram a reconstruir. A comunidade, conhecida como "Vila Lions" pelos moradores locais, estava florescendo mais uma vez, com casas novas, um parque infantil e centro comunitário, além de máquinas de costura para ajudar a impulsionar o desenvolvimento econômico.

"O que se pode dizer sobre crianças felizes"? Domínguez disse, observando as crianças despreocupadas brincando no novo playground. "Vou deixar a critério da sua imaginação".

Reciclar a Terra

Pode-se e encontrar Leões nas linhas de frente de projetos locais de reciclagem em todo o mundo, recuperando tudo, desde sucata de metal e jornais velhos até aparelhos médicos e telefones celulares usados.

A atividade de reciclagem pela qual os Leões são mais conhecidos é o Programa de Reciclagem em prol da Visão, que coleta milhões de óculos usados anualmente para distribuir nos países em desenvolvimento, onde a assistência oftalmológica é inviável ou inacessível para muitas pessoas.

Simples e eficaz, este programa pioneiro que começou na década de 1930 continua a ser um símbolo de alto nível e frequentemente elogiado pela praticidade e serviços ao próximo prestados pelos Leões. "Os óculos não mais necessários ou obsoletos, esquecidos em gavetas ou armários, podem fazer uma enorme diferença na vida de um carente", disse Abigail Van Buren em 1996 aos leitores da sua coluna "Querida Abby", distribuída por uma agência de notícias. A iniciativa de óculos do Lions é um "programa maravilhoso", acrescentou ela.

Em decorrência do sucesso desta iniciativa, Lions no início de 2000 lançou o Programa de Reciclagem de Aparelhos Auditivos, que da mesma forma recolhe e restaura aparelhos auditivos doados para distribuir àqueles que não têm dinheiro para comprá-los.

Ao longo do tempo, no entanto, os Leões assumiram tarefas de reciclagem mais convencionais, muitas vezes liderados pelas Equipes Verde do Lions. Em todo o mundo, as Equipes Verdes do Lions se reúnem regularmente e reciclam grandes quantidades de sucata de metal, papel e outros materiais que podem ser reutilizados. Todo mês de abril, os Leões dedicam um mês de serviço à proteção do planeta como parte da Campanha de Ação para Serviços Globais. Os esforços de reciclagem da campanha ajudam a economizar energia, reduzir a quantidade de lixo enviado para os lixões e conservar os recursos naturais que estão cada vez mais escassos.

Na Turquia, o Lions Clube Bursa Koza recolhe garrafas de plástico para reciclagem, "a fim de evitar a poluição do ambiente e da natureza", disse o associado do clube Nuket Tuzlacioglu.

Para alguns clubes a reciclagem é atrativa por outros motivos: Além do benefício ambiental, os programas de reciclagem, muitas vezes geram receita, que os Leões podem usar para financiar outras obras boas.

No Arizona, EUA, o Lions Clube Prescott Noon já recolheu e enviou quase 53 mil toneladas de papel de jornal e outros tipos de papel reciclável. Através da coleta de jornais e revistas em postos espalhados pela cidade, o clube arrecadou mais de US$ 200.000 para apoiar instituições de caridade locais.

"Se o papel é reciclado, isto significa que nós não cortaremos tantas árvores", explicou o Leão Bill Parker do Lions Clube Prescott Noon .

Na Índia, o Lions Clube Aldona lançou um programa de redução do lixo nas escolas locais. Os funcionários observaram que o plano estava "convertendo lixo em riqueza", enquanto as escolas se beneficiavam de fundos angariados pela venda dos materiais recicláveis. Em Penn Yan, um vilarejo no estado de Nova York, EUA, os Leões locais pediram aos vizinhos na região de Finger Lake para "nos ajudar a ajudar o próximo, doando sucata para que possamos reciclá-la e transformá-la em dinheiro".

O trabalho de reciclagem pode ser difícil, mas os benefícios para a comunidade e para a terra faz o esforço valer a pena.

Programa de Atividade de Leitura

Os Leões aceitaram o desafio de promover a leitura em todo o mundo.

É um trabalho importante, que se destina a ajudar milhões de pessoas a sair da miséria. A leitura permite que as pessoas obtenham as habilidades e conhecimentos que precisam "para vencer a pobreza, as doenças e outros males sociais", disse o Ex-Presidente Internacional Wayne A. Madden, que serviu de 2012 a 2013. A alfabetização, ele disse, "é uma dádiva que os Leões podem proporcionar às crianças e adultos do mundo inteiro".

Globalmente, quase 1 bilhão de adultos não sabem ler e escrever. Esta questão não é somente um desafio para as regiões desenvolvidas. Nos Estados Unidos, 21 milhões de pessoas não sabem ler, e milhões mais têm habilidades de leitura tão limitadas que demonstram dificuldade com tarefas comuns, como com sinalização escrita ou instruções de trabalho.

O Programa de Atividade de Leitura, lançado em 2012, é um compromisso de 10 anos de Lions dedicado a fortalecer a alfabetização em todo o mundo. O Programa de Atividade de Leitura convoca os Leões à ação para que organizem projetos e atividades de serviços que ressaltem a importância da leitura.

Os Lions Clubes de todo o mundo têm respondido com uma ampla variedade de esforços comunitários e de pessoa para pessoa. Alguns têm ajudado a desenvolver programas de leitura após a aula. Outros já se ofereceram para ler para as crianças em bibliotecas locais, trabalhar como tutores de leitura ou doar livros e computadores. Seja qual for o projeto, os Leões afirmam que o trabalho traz muita satisfação.

"Fico com lágrimas nos olhos quando vejo estas crianças melhorando diariamente na leitura. Realmente vale a pena o tempo que dedico", disse Jean-Marie Willem, associado do Lions Clube Saint Hubert de Bruxelles, Bélgica, que criou um programa de leitura na escola após a aula composto por voluntários do Lions.

No Havaí, o Lions Clube West Kauai realiza jogos de bingo para as crianças. O prêmio? Um livro. "É um bom projeto, porque promove a leitura", disse o associado do clube Charles Ortiz.

O Lions Clube Nagoya West do Japão juntou-se aos Leões de Makati Golden na região metropolitana de Manila para construir uma biblioteca para as crianças das Filipinas e doou novos computadores e softwares educativos. "Os computadores são necessários hoje em dia", disse Shinzo Suzuki, associado do Lions Clube Nagoya West. "Portanto é importante que (os jovens) estudem ou obtenham mais conhecimento sobre o uso do computador".

Muitos projetos de leitura estão ligados aos esforços de longa data de Lions para ajudar as pessoas com deficiências visuais. Os Leos e Leões do Distrito Múltiplo 107 na Finlândia gravaram histórias, contos de fadas e poemas, e depois publicaram as gravações online para que as crianças com deficiências visuais pudessem ouvir.

O Lions Clube Montclare Elmwood Park no subúrbio de Chicago, Illinois, EUA, realizou um festival da leitura para mais de 100 crianças, oferecendo-lhes a hora da história, um teatro de fantoches, pintura do rosto, artesanato, escultura de balões e lanches.

Para intensificar o impacto do programa de alfabetização, os Leões uniram forças com outras organizações que têm a mesma meta, como a "Leitura é Fundamental", a maior organização sem fins lucrativos de alfabetização infantil dos EUA. E na Convenção Internacional de 2012, em Busan, Coreia do Sul, Lions anunciou uma parceria com a campanha de alfabetização global da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), dizendo que a USAID e Lions acreditam ambos que "a alfabetização é fundamental para o futuro de todas as crianças".

Sempre Oferecendo Cuidados

De acordo com os moradores locais, Quito, a capital do Equador, está na la Mitad del Mundo, "bem no meio do mundo." Localizada a apenas alguns quilômetros do equador, possui mais de 2 milhões de habitantes. Assim como é possível ficar com um pé no Hemisfério Norte e o outro no Hemisfério Sul no Equador, é também possível obter um gosto do passado (catedrais da era colonial) e do futuro (um sistema de metrô novíssimo).

Em 1973, um centro de reabilitação e hospital infantil com 100 leitos foram construídos em Quito, patrocinados pelo Lions Clube de Quito (Seis de Dezembro), que arrecadou US$ 20.000 dos associados do clube e empresas locais. O centro foi projetado com atenção especial para as crianças cujos pais não poderiam pagar o tratamento médico. Além de oferecer tratamentos cirúrgicos, o centro também oferecia tratamento para a pólio e defeitos de nascimento que tinham sido praticamente exterminados em outras partes do mundo. Mais do que isto, o centro oferecia aulas e instrução básica de leitura, escrita e matemática aos pacientes, em alguns casos, a primeira oportunidade destas crianças de participar de tais aulas.

Além de oferecer educação básica, o centro de reabilitação ensinou as crianças mais velhas a consertarem eletrodomésticos estragados. Alguns jovens aproveitaram esta oportunidade como treinamento profissional, e outros vieram a se tornar instrutores no centro.

Lions Clubs International patrocina missões humanitárias, socorro a vítimas de catástrofes e exames oftalmológicos em todo o mundo, mas projetos como o centro de reabilitação em Quito pode se tornar uma plataforma para iniciativas ainda maiores. Em 1947, o Lions Clube da Cidade do Panamá, no Panamá, começou a angariar dinheiro para a construção de um hospital infantil, que foi construído inteiramente sem financiamento do governo. Em 1962, foi inaugurado um centro de detecção de câncer em Mumbai, na Índia, dentro do Tata Memorial Hospital, patrocinado pelo Lions Clube de Bombay. Este era o único centro deste tipo na Índia.

Em 2014, Stella Agbogun, uma administradora do Departamento de Radioterapia do Hospital Escola da Universidade de Lagos em Lagos, Nigéria, e o governador do distrito 404 B coordenaram esforços entre o Hospital Escola da Universidade de Lagos e a Fundação de Lions Clubs International para construir a Casa de Misericórdia, que oferece acomodações temporárias para os pacientes e suas famílias que viajaram centenas de quilômetros ou mais para receber tratamento em Lagos e que não têm outro lugar para ficar.

O cuidado pode se apresentar de muitas formas: prevenção e exames, cirurgia e reabilitação, um quarto seguro e acessível para dormir enquanto um ente querido recebe tratamento. Em todo o mundo e por cem anos, os associados de Lions Clubs International têm sido pioneiros em oferecer cuidados.

Exame de visão

Os esforços dos Lions clubes locais podem mudar vidas

Os exames de visão tem feito parte da missão de Lions Clubs International desde a sua fundação e continuam fazendo até hoje. Em 1962, o Lions Clube Lowell, em Massachusetts, EUA, colocou pessoal nos estandes de concessão em um desfile de moda para angariar dinheiro para fazer exames em crianças para a ambliopia, também conhecida como olho preguiçoso. Esta condição tão fácil de passar despercebida pode levar à perda da visão ao longo do tempo. Mas se detectada em uma idade precoce, as chances do tratamento ter sucesso aumentam muito. O Lions Clube Lowell angariou mais de US$ 1.500 durante o evento de dois dias.

Décadas mais tarde, os exames de visão continuam salvando a visão das crianças e, muitas vezes, as suas vidas. Em 2013, a aluna de jardim de infância Brianna Leitten participou de um exame de visão organizado pelo Lions Clube Bloomfield em Bloomfield, Nova York, EUA.

Após um exame inicial, recomendou-se que Brianna fizesse testes adicionais. Embora os seus pais não tivessem notado nada de errado, a visão de Brianna estava começando a ficar embaçada quando da sua consulta com médico três semanas depois. O médico descobriu que a retina de Brianna estava completamente descolada em um dos olhos devido a um tumor. Não se sabia no momento se o tumor era cancerígeno, e os médicos sugeriram uma intervenção cirúrgica imediata. Mas, para remover o tumor seria necessário remover do olho.

"É uma decisão difícil de se fazer como pai", disse Gerry, o pai de Brianna. "Sabendo que você pode estar fazendo a decisão errada, se não for câncer".

Os pais de Brianna decidiram ir em frente com a cirurgia, e testes posteriores revelaram que tinham tomado a decisão certa. O tumor era cancerígeno, mas foi removido antes do câncer se espalhar para outras partes do corpo de Brianna.

O Lions clube continuou apoiando a família Leitten durante todo o procedimento e recuperação de Brianna e ajudou a pagar por uma prótese ocular para a corajosa e resistente menina.

"A sua maior preocupação era voltar à escola para aprender a música da sua formatura no jardim de infância", disse a mãe de Brianna, Dorie.

Os Leitten, por sua vez, tornaram-se ávidos apoiadores de Lions Clubs International e dos esforços de exames de visão para outras crianças. Em 2015, Brianna e seus pais participaram do Dia do Lions com a Organização das Nações Unidas em Nova York, EUA, e da Convenção de Lions Clubs International no Havaí, EUA, contando a sua história e na esperança de inspirar mais Lions clubes a realizarem exames de visão.

O exame de visão é um procedimento simples, rápido que pode fazer uma grande diferença na vida das crianças. O programa KidSight de Lions Clubs International proporciona exame a mais de 500.000 crianças a cada ano nos Estados Unidos, e os exames de visão são uma longa tradição de Lions que salva a visão e vida de muitos.

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